Camarão Gigante da Malásia

1. INTRODUÇÃO

A demanda do camarão gigante da Malásia é maior quando seu peso promédio esta entre 20 – 35 gramas. O camarão gigante da malásia pode se vender inteiro ou sem cabeça, em estado fresco, gelado ou congelado.

 

2. O MERCADO

No Perú a região Arequipa é a maior produtora do camarão peruano do rio e quando sua extração esta vedada o camarão Chicama é seu substituto no mercado, mas a extração do camarão Chicama é pouco então pode ser o camarão da Malásia uma boa alternativa.

Para a comercialização do camarão, este é classificado pelo tamanho, por exemplo, o tamanho de 26/30 indica que há entre 26 e 30 camarões por libra.

 

A produção mundial do camarão da Malásia em 2009 foi de 229,417 mil toneladas, 4,69% maior o que em 2008. Em milhares de dólares o valor da produção mundial em 2009 foi de EUA $ 1,206,976.

Segundo os termos usados em seu anuário pela FAO, o camarão da Malásia, Macrobrachium rosenbergii, também é conhecido em espanhol como “Langostino de rio” e em inglês como “Giant River Prawn”. Outros Macrobrachiums nas estatísticas da FAO são o Macrobrachium nipponense ou camarão nippon ou também chamado “Oriental River Prawn” o qual no ano 2009 teve uma produção de 209,401 toneladas, 100% produzidas pela China; o Macrobrachium spp ou River Prawn nei registra uma produção de 12 toneladas totalmente produzidas no México

 

Como se pode olhar no gráfico, no ano 2009 a China foi o principal produtor do camarão gigante da Malásia com o 62,97% da produção, no segundo lugar vêm Tailândia com o 14,02%, em terceiro lugar esta Bangladesh com 11.39%. Os cinco maiores produtores concentram o 97,88% da produção mundial. Na América Latina, quatro países tiveram uma produção maior do que as 11 toneladas produzidas pelo Peru: a República Dominicana com 110 toneladas, o Brasil com 100, o Paraguai com 20 e o México com 12.

 

3. A PRODUÇÃO

camaron_gigante_de_malasia_02O camarão gigante da Malásia é um crustáceo de água-doce nativo da Ásia, em seu habitat natural pesa 500g e mede mais de 50 centímetros, em estado fresco tem cor azul-verde brilhante. É um animal territorial que segrega feromônios para limitar seu território sendo capaz de chegar ao canibalismo.

Os camarões precisam água com oxigênio adequado e rico em plâncton com temperaturas que estejam na faixa de 26 a 28 ºC, as temperaturas inferiores a 24 °C atrasam o crescimento e maiores de 33 ° C podem ser fatais; se adéquam a pH entre 6,0-10,5, sendo o ideal de 6,8. No Perú, a melhor localização para o cultivo de camarão gigante da Malásia é a província de Tarapoto.

Quando os camarões morrem depós da despesca são rapidamente perecíveis devido aos organismos digestivo localizados em sua cabeça, é por isso que alguns criadores antes de enviá-los ao mercado para sua venda os submergem em água a 65 °C durante 15 a 20 segundos, imediatamente depois são botados sobre gelo.

A cópula no camarão gigante da Malásia é feita quando as fêmeas têm concluído a muda, nesse momento têm branda a carapaça, o esperma do macho adulto sai conteúdo numa massa chamada espermatóforos, a qual se adere à região torácica das fêmeas, depois de algumas horas as fêmeas põem ovos cor laranja que são fertilizados em sua saída.

O desenvolvimento larval do camarão gigante da Malásia passa por 11 estados antes de se tornar pós-larvas.

Nos estados larvais e adulto, o camarão gigante da Malásia são onívoros, tendo preferência sobre os organismos do zooplâncton acima dos fitoplâncton, eles se alimentam de vermes, insetos e das larvas destes, também consomem moluscos pequenos, crustáceos, carnes, vísceras de peixe e outros animais, algas, sementes e diferentes plantas aquáticas.

Na fase pós-larval sua alimentação é baseada em matéria orgânica morta e zooplâncton em pequenas quantidades.

 

3.1 Alternativas de Produção

A produção de camarão pode ser feita de forma extensiva, semi-intensiva ou intensiva.

A produção extensiva pode ser feita em barragens, reservatórios e rios; neste sistema não há controle sobre as variáveis ambientais, a produção é de 500 – 800 kg/ha/ano.

A produção semi-intensiva é feita em viveiros medianos, se fertiliza os viveiros e se complementa a alimentação com ração balanceada; existe um controle parcial sobre a transparência, o oxigênio dissolvido e dos nutrientes na água, a produção varia de 1.000 – 3.000 kg/ha/ano.

No caso da produção intensiva o investimento é maior, se faz em viveiros pequenos onde há o adequado controle do oxigênio dissolvido, nutrientes, pH, temperatura, da circulação da água entre outras variáveis; a alimentação é feita somente com ração balanceada, a produção é maior do que 4.500kg/ha/año.

 

3.2 Tipos de Criação Semi-Intensiva

camaron_gigante_de_malasia_03A criação é contínua quando desde a semeia das pós-larvas até chegarem ao seu peso comercial são mantidas no mesmo viveiro, o qual depois é repovoado com novas pós-larvas. Neste tipo de viveiro de criação os viveiros de criação não são secados pelo menos durante três anos. A densidade de semeia de pós-larvas é de 8-10 pós- larvas/m2.

Na criação descontínua não se semeiam novas pós-larvas quando as o primeiras tenham atingido o tamanho de mercado, o viveiros se secam no final de cada campanha.

A criação multiface consiste na mudança dos camarões de um viveiro a outro no momento em que atingiram o tamanho definido para o fim de uma fase de desenvolvimento e o início de outra, a transferência de um viveiro para outro é feita de madrugada e drenagem o viveiro; os camarões são classificados por tamanho, os de maior tamanho são transferidos para um viveiro de maior área, se reduzindo a densidade populacional. Os camarões que não atingem o tamanho e peso mínimo são mantidos no mesmo viveiro.

 

3.3 Preparação dos Viveiros

Devido a que no fundo dos viveiros acumula-se matéria orgânica em processo de degradação, o qual gera áreas anaeróbicas, se faz calagem nos viveiros o que aumenta o pH para seu intervalo ótimo e alem disso elimina bactérias e parasitas. A drenagem e secado dos viveiros também permite a oxidação da matéria orgânica acumulada no fundo.

O enchimento dos viveiros é feito ate um 50% do seu volumem total, logo se faz a fertilização, a que permitira ter produtividade do fitoplâncton; terminada a fertilização é completado o volume de água do viveiro.

Os Viveiros são de aproximadamente 1m de profundidade, suas paredes podem ser de terra reforçada com taludes, seu fundo é natural e é projetado tendo em conta uma boa drenagem. As jaulas para colocar as pós-larvas podem ser feitas de madeira e malha de plástico de 2 milímetros de abertura, com uma capa de malha preta para evitar predadores.

 

3.4 Processo de Criação

A compra das pós-larvas se faz em laboratórios; para conferir a quantidade de pós-larvas recebidas se faz uma contagem volumétrica. As pós-larvas são adquiridas com um peso aproximado de cada 0.025 gramas cada uma.

A semeia das pós-larvas é feita depois de um processo de aclimatação, primeiro à temperatura e depois ao pH dos ambientes em que eles vai se criar.

As pós-larvas vêm em sacos de plástico com uma capacidade de água de 8 kg, para se aclimatar às temperatura das jaulas aonde vai se criar os sacos são introduzidos nas jaulas até que a temperatura da bolsa se equilibre com a da água no interior da jaula.

Para aclimatá-las ao pH da jaula, se deve ir botando água da jaula dentro dos sacos vagarosamente até que sejam equilibrados os pH, em seguida deve se permitir que as pós-larvas saíam por si mesmas até esvaziar o saco inteiro.

As pós-larvas até atingirem um peso comercial passam por quatro etapas: Pré-Cria I, Pré-Cria II, Engorda I e Engorda II.

Pré-Cria I dura um mês, começa quando as pós-larvas são adquiridas e termina quando atingem um peso de 2g, nesta etapa as pós-larvas são botadas em jaulas retangulares localizadas nos viveiros que estarão a uma temperatura de 28 ºC, a jaula tem que estar 10 centímetros acima do fundo do viveiro. A taxa de mortalidade é de 10%. Pode-se usar uma taxa de alimentação, com ração balanceada de 5-10% da biomassa por dia. A densidade inicial é de 450 pós-larvas/m2.

Pré-Cria II inicia-se quando o camarão atinge um peso de 2 g e termina quando atinge um peso de 7 g, a duração desta fase é de um mês e os camarões são semeados diretamente em viveiros que contêm uma profundidade de água de 80 cm. A densidade de semeadura inicial é de 110 individuais/m2, a taxa de sobrevivência é de 90% .

Engorda I inclui camarões de 7g de peso até 15g, leva 30 dias. Os viveiros têm uma profundidade de água de 80 centímetros e a taxa de mortalidade é de 7%. Para esta etapa a taxa de alimentação é de 5% da biomassa. A ração é alimentada duas vezes por dia em quantidades iguais às 8:00 am e 18:00 pm: a quantidade de alimento vai se ajustando semanalmente de acordo com o aumento do peso da biomassa. A densidade inicial é de 21 camarões/m2.

Engorda II é a etapa final, o camarão começa com um peso de 15 g, e termina quando atingem o peso comercial de 30 gramas, a sua duração é de um mês e em viveiros a mortalidade é de 5%. A densidade inicial é de 6 camarões/m2.

 

3.5 Processo de Despesca e Embalagem

Para fazer a despesca primeiro se tem que drenar os viveiros, depois os camarões que têm o peso adequado são lavados e secados para tirar a lama que tem acumulada e possam passar rapidamente por um processo de esfriamento.

O esfriamento é realizado numa solução de água com gelo a 5 °C, é usada para matar aos camarões com um choque térmico e assim impedir a sua deterioração pela ação das enzimas.

Após do choque térmico os camarões são desinfetados com água e cloro para matar as bactérias, logo são lavados novamente e classificados para ser embalados e empacotados. O tempo que pode se guardar o camarão congelado não deve ultrapassar de quatro meses a uma temperatura de – 20 ° C.

Se empacotam em sacos de plástico de 2 kg e se embalam em caixas de isopor com gelo.

 

4. FORNECEDORES DE POS-LARVAS DE CAMARÃO GIGANTE DA MALÁSIA

fold Camaronera Aquaprawn. Telefonos: 51-1358-3023, 51-1647-8775 y 51-995-298-578. E-mail: rvrprawn@hotmail.com

 

5. INFORMAÇÃO ADICIONAL

fold Entrevista ao engenheiro Rubén Vicencio Romero, produtor de pós-larvas de Camarão Gigante de Malásia em sua empresa Aquaprawn. (Ver entrevista)

fold Artigo sobre o clasificação taxonômico do Camarão Gigante de Malásia, seu ciclo biológico e sua  morfología, documento feito por o engenheiro Rubén Vicencio Romero, produtor de pós-larvas de Camarão Gigante da Malásia em sua empresa Aquaprawn. (Ver documento)

 

6. BIBLIOGRAFIA

fold Hidalgo Dávila, Francisco Aníbal y otros; “Estudio de Pre Factibilidad para la Instalación de una granja de engorde para el Camarón Gigante de Malasia (Macrobrachium rosenbergii)”. UNALM 1997.

fold Saldarriga Moreno, Tatiana Mercedes; “Uso de jaulas en la etapa de Pre Cría I del Camarón Gigante de Malasia con diferentes niveles de carga”. UNALM 1997.

fold Ministerio de la Producción

fold FAO; Memoria de Estadísticas de Pesca y Acuicultura 2009

 

Para cualquer consulta ou comentário, pode contatar-nos pelo whatsapp 51-9-9807-1638 o pelo  e-mail dsalasc@gmail.com

 

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